sábado, 15 de setembro de 2007

Carência

Aqui permaneço prostrado
De ventre rasgado e entranhas expostas ao Sol
Que me apodrece e me consome
Debica-me com frenesim necrófago
Pune-me sem me matar
Castiga-me sem misericórdias
Diariamente qual Prometeu
Espera-me novo suplício
Expiação dos meus pecados
Pena pelos meus crimes
Carrasco reflexo no espelho
Grão Mestre inquisidor
Carrego nas mãos os traumas
As chagas e úlceras do vício
Pesa-me o Inferno
Queima-me o ar que me alimenta
Dói-me a ausência
Fustiga-me a companhia
Mortifica-me o sonho
Preciso de ti.

2 comentários:

Os 3 porquinhos disse...

Só por teres videos dos Muse no teu blog já vale a pena passar por aqui. entretanto vou seguir o conselho e não vou opinar.

AS

Pratas disse...

Muito bom este conto... identifico-me um pouco com as palavras nele.

A mim tb me dói a ausência..

Abraço