segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Corso

As tuas velas negras ensombram esta enseada estéril de vida. Pilhas o vazio, assaltas um Nada cadáver, um povoado de ninguém. A bonança oculta o teu rumo, em bolina ardilosa e intentos de negrume vil. Um cerco invisível barrica-me em trincheiras de paranóia. Amotina-se o despovoado lá fora, num crescente rufo de silêncio. És apenas uma memória, tão frágil, que até uma brisa pode desagregar-te em sedimentos.

4 comentários:

Pratas disse...

Muito bom Cláudio.. já não escrevias à uns tempos ;)

1 Abraço

Rita disse...

oh amiguinho, para niilista até tens alguma piada:) vá lá que não me fui informar sobre o calão terceirense com o pessoal do trabalho senão tinha feito linda figura... com que então bilhicas LOL

Pratas disse...

Desejo-te um Grande ano de 2009 cheio de coisas que te façam girar! :) Giraminhavolta!

http://giraminhavolta.blogspot.com/2008/12/go-crazy-go-party-new-year-is-coming.html

euexisto disse...

caro camarada,
um gajo que escreve prosa desta maneira é crime não estar a escrever um livro.

abraço